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zico: coração

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Evandro Tinti • Colaborador • 20/05/2008

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Zico começou direto no Flamengo, em julho de 1971, e ficou até a sua despedida, em dezembro de 1989. Suou muito a camisa e passou por diversos obstáculos para poder obter suas conquistas e cumprir uma extraordinária e emocionante carreira de jogador de futebol, mostrando ser um dos melhores jogadores do mundo.

 

Nesses 22 anos de Flamengo, foram 731 jogos e 508 gols.

É o maior artilheiro flamenguista.

Em 1972, aos 19 anos, Zico conseguiu seu primeiro título carioca, época em que a equipe do flamengo era comandada pelo técnico Zagallo. Em 1974, comprovando seu potencial, surgiu a oportunidade de jogar com a camisa 10 rubro-negra.

A partir daí, Zico já começava a mostrar excelente futebol, com empolgantes dribles, gols e falta divinamente batidas. Foi artilheiro dos Campeonatos Brasileiros de 1980 e 1982, e fez 139 gols em todos os 17 Campeonatos Brasileiros disputados, ficando apenas atrás de Roberto Dinamite, com 190 gols, Romário, com 155, e de Edmundo, com 141 (ainda em atuação).

Com a era Zico, o Flamengo conquistou 22 títulos: nove taças Guanabara, sete Campeonatos Estaduais, quatro Brasileiros, Taça Libertadores da América e Mundial Interclubes no Japão.

A partir desse último, Zico tinha um novo desafio: mostrar ao mundo que era um jogador tão bom quanto aos melhores do mundo. Em 1983 Zico foi para a Udinese, da Itália, onde jogou por duas temporadas. Lá ganhou espaço entre as estrelas, no seu time e nos adversários.

No campeonato italiano de 1984 ele foi eleito o melhor jogador da competição, e foi vice artilheiro (apenas atrás de Platini, que fez seis jogos a mais). Depois da duas temporadas na Itália ele volta ao flamengo, em 1985, para alegria geral, até dos adversários, pois seu estilo de jogo contagiava o público, e ele também mostrava imenso respeito pelos torcedores adversários.

A história poderia ser outra, pois, pela Seleção Brasileira, Zico jogou, e perdeu, três Copas do Mundo, em 1978, 1982 e 1986. Nas três o Brasil foi derrotado apenas uma vez, porque foi eliminado nos pênaltis em duas, mas mesmo assim já se perde o brilho de uma nação acostumada a ver a seleção de outras épocas, que era acostumada a ganhar títulos.

Esse é o único ponto fraco ao falar do Galinho de Quintino, que sempre se lembra com tristeza essas Copas do Mundo que infelizmente não vieram para nós.

 

.:. Evandro de Oliveira Tinti, de Catanduva (SP), é estudante do Ensino Médio no Colégio Catanduva.

É leitor de livros sobre futebol e jornais esportivos, e colaborador do jornal Notícia da Manhã.