|
Zico
começou direto no Flamengo, em julho de 1971, e ficou
até a sua despedida, em dezembro de 1989. Suou muito a
camisa e passou por diversos obstáculos para poder
obter suas conquistas e cumprir uma extraordinária e
emocionante carreira de jogador de futebol, mostrando
ser um dos melhores jogadores do mundo.
Nesses 22 anos de
Flamengo, foram 731 jogos e 508 gols.
É o maior artilheiro
flamenguista.
Em 1972, aos 19 anos, Zico
conseguiu seu primeiro título carioca, época em que a
equipe do flamengo era comandada pelo técnico Zagallo.
Em 1974, comprovando seu potencial, surgiu a
oportunidade de jogar com a camisa 10 rubro-negra.
A partir daí, Zico já
começava a mostrar excelente futebol, com empolgantes
dribles, gols e falta divinamente batidas. Foi
artilheiro dos Campeonatos Brasileiros de 1980 e 1982,
e fez 139 gols em todos os 17 Campeonatos Brasileiros
disputados, ficando apenas atrás de Roberto Dinamite,
com 190 gols, Romário, com 155, e de Edmundo, com 141
(ainda em atuação).
Com a era Zico, o Flamengo
conquistou 22 títulos: nove taças Guanabara, sete
Campeonatos Estaduais, quatro Brasileiros, Taça
Libertadores da América e Mundial Interclubes no
Japão.
A partir desse último,
Zico tinha um novo desafio: mostrar ao mundo que era
um jogador tão bom quanto aos melhores do mundo. Em
1983 Zico foi para a Udinese, da Itália, onde jogou
por duas temporadas. Lá ganhou espaço entre as
estrelas, no seu time e nos adversários.
No campeonato italiano de
1984 ele foi eleito o melhor jogador da competição, e
foi vice artilheiro (apenas atrás de Platini, que fez
seis jogos a mais). Depois da duas temporadas na
Itália ele volta ao flamengo, em 1985, para alegria
geral, até dos adversários, pois seu estilo de jogo
contagiava o público, e ele também mostrava imenso
respeito pelos torcedores adversários.
A história poderia ser
outra, pois, pela Seleção Brasileira, Zico jogou, e
perdeu, três Copas do Mundo, em 1978, 1982 e 1986. Nas
três o Brasil foi derrotado apenas uma vez, porque foi
eliminado nos pênaltis em duas, mas mesmo assim já se
perde o brilho de uma nação acostumada a ver a seleção
de outras épocas, que era acostumada a ganhar títulos.
Esse é o único ponto fraco
ao falar do Galinho de Quintino, que sempre se lembra
com tristeza essas Copas do Mundo que infelizmente não
vieram para nós.
.:.
Evandro de Oliveira Tinti, de
Catanduva (SP), é estudante do Ensino Médio no Colégio
Catanduva.
É leitor de livros sobre
futebol e jornais esportivos, e colaborador do jornal
Notícia da Manhã. |