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Conversar...
Dialogar...
Exige sempre a presença de
duas pessoas no mínimo.
Aquele que fala e o outro
que escuta.
Não é fácil dialogar.
Para dialogar é preciso
ter assunto,
estar em sintonia com o
outro,
saber ouvir, saber falar,
poder palpitar, murmurar,
exclamar.
Você percebe que o outro
está prestando atenção,
pelo balanço da cabeça, o
franzir da testa, o riso na hora certa,
a boca aberta de
espanto...
Mas quantas vezes o
diálogo é pobre, não há ouvinte,
não há cumplicidade!
O outro está ali, do seu
lado, olhando para você, que fala, fala, fala...
mas você não é ouvido.
O assunto não é
importante?
O assunto não lhe diz
respeito?
Tem outra preocupação em
mente?
Ouvir também exige
treinamento,
exige silenciar e se
colocar à disposição do outro.
Quanto você se esforça
para ouvir o outro?
Na família é assim, na rua
é assim,
no trabalho isso ocorre,
e as pessoas conversam
sozinhas.
É comum ver uma pessoa
atropelando as palavras,
colocando ponto final na
sua frase,
reticências onde não há
dúvidas,
trocando vírgulas,
deixando que frases
desconexas acabem uma relação.
A TV é mais importante,
um som alto basta para lhe
distrair,
uma borboleta tira sua
atenção,
uma unha lascada,
um mosquito...uma pessoa
que passa...
uma música que lhe traz
recordações...
uma amigo que chega...
E você dialoga, dialoga e
ninguém te ouve.
Esse erro também é meu e
quando nos atentamos...
o outro está nos olhando
decepcionado,
com “cara de bobo”, ali na
sua frente.
Não te dá vergonha?
O que ele falava não era
importante?
O assunto foi longo?
Ficou perdido em datas e
nomes estranhos?
Ou sua mente estava lotada
de preocupações?
Sejamos francos, deixemos
claro que temos um problema
e que não estamos em
condições de ouvi-lo agora.
O ouvir, o compartilhar
idéias, o rir e chorar juntos
exigem de nós uma postura
que nem sempre podemos ter.
Coloque isso para seu
colega ou amigo, ele vai entender,
ele poderá até te ajudar.
Já pensou nisso?
Então... bons papos!!! |