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A
influência de Eurico Miranda na política vascaína data
da década de 60, quando ainda cursava sua faculdade de
direito. Há quem afirme que o dirigente se envolveu em
uma confusão na eleição de 1969, sendo pego com a
"boca na botija", ou melhor, com a mão no quadro de
energia, desligando a luz do local para defender o
candidato que apoiava.
O episódio teria sido
retratado no jornal "O Globo" do dia seguinte com o
título "A mão de Eurico". No entanto, esse jornalista
não conseguiu provas confidenciais dessa história, mas
acredita que pode perfeitamente ser verdade, se
levarmos em consideração tudo o que já fez na
administração do clube e no seu cargo na Câmara.
Aos poucos, o jovem Eurico
foi se tornando influente no Vasco, deixando em
"segundo plano" seu escritório de advocacia. Em 1988,
o "gênio" Antônio Soares Calçada, presidente dos
cruzmaltinos, resolve convidá-lo para assumir a de
vice-presidente de futebol e automaticamente torna-se
mero fantoche nas mãos de Eurico até 1999.
O cargo lhe dá plenos
poderes em negociações e ações no departamento de
futebol, tornando-o popular entre a torcida,
principalmente após algumas conquistas como o
Brasileirão e a Libertadores em 1997. Em 2000
tornou-se presidente e assumiu de vez o estilo
ditador, levando o Vasco a escândalos e a ruína no
futebol e no departamento financeiro. Transformou São
Januário no seu palácio, proibindo a entrada dos seus
desafetos da imprensa e de outros em geral.
Em certo momento, foi
unanimidade entre os torcedores, pois trazia títulos e
grandes jogadores para a casa vascaína. No entanto, o
preço foi alto e aos poucos foi se tornando figura
indesejada para a apaixonada torcida.
Centralizador, com plena
confiança da eficiência das suas ordens, protagonizou
capítulos na CPI do futebol, brigou coma principal
emissora do país, processou jornalista e foi
processado por outros tantos. Alvo do Ministério
Público, está com os dias contados.
Por suspeitas de fraudes
na última eleição do clube, em 2007, deverá que ter
novo embate com o ídolo e provável moralizador de São
Januário Roberto Dinamite. A decisão ainda cabe alguns
recursos e o caso deve se estender, conseqüentemente,
as ações insanas do dirigente também.
Nas últimas semanas veio a
público e, em uma visão profética do além – talvez
enviada pelo amigo Caixa d’água-, garantiu que o Vasco
não perderia nenhum jogo mais no Carioca e que também
"estava escrito há 2000 anos" que o clube seria
campeão estadual. No final de semana, levou
2 a
1 do Madureira. Resultado: demissão do treinador,
velhas reformulações e a volta do delegado Antônio
Lopes.
O reflexo dessa breve
história - que bem poderia ser apenas um conto de
fadas, no qual o vilão se dá mal no fim – está na
atual situação do clube. Sem dinheiro para contratar,
tem o pior elenco entre os quatro grandes do Estado e
só estará nas finais da Taça Rio, porque o regulamento
é um dos mais estapafúrdios dos últimos tempos.
Hoje, muitos dos que foram
a favor são contra o dirigente, e seus dias podem
estar contados. Infelizmente, tomara que não seja
tarde. As seqüelas ficarão e não são poucas...
Resta apenas desejar sorte
e lucidez aos vascaínos, que pagarão eternamente a
conta de Eurico. Chegou, aliás, passou da hora de
alguém fazer alguma coisa. Chega de frouxidão...
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