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Uma aposta pode ser um
grande estímulo. Há quem aposte tudo: dinheiro, carro,
jóias e até mesmo a esposa e filhos – pra não dizer a
sogra. Isso é vício, um jogo de azar e, portanto, algo
condenável. Mas há situações que valem uma boa aposta.
Manhã de sol. Jogando
pelada com os amigos, você encara um colega qualquer e
o desafia a fazer um gol de placa depois de driblar
sozinho, com os olhos vendados, todos os jogadores do
time adversário. Nesses casos, aposta é sinônimo de
desafio.
O sucesso na disputa
congratula o desafiado, já que superar uma situação
assim (imaginando que o fato mencionado seja realmente
bastante difícil) garante ao menos o título de melhor
jogador do bairro. E é assim em todos os casos e
exemplos.
Um possível prêmio agrada,
mas fica infinitamente pequeno se comparado aos 15
minutos de fama junto à garotada do futebol. Torna-se
ínfimo quando o objeto apostado é a saúde, a
felicidade, uma vida melhor. É nada quando se aposta a
vida.
Noite fria e chuvosa. Você
acende o último cigarro e depois o joga na lareira.
Decidido, define que realmente será o último e que não
mais fumará nada. Aqui, você desafia a si mesmo. E tem
grandes chances de falhar. Mas a superação pode
dar-lhe a vitória.
Aposta, desafio, guerra,
confronto, conflito. Independente do quão complicado
será, o sucesso poderá render-lhe frutos bastante
interessantes. Não se trata de sonhar com o príncipe
encantado. Mas sim agarrar-se a algo bastante
concreto: a saúde. Essa, sim, certamente, vale uma
aposta.
Homenagem do
CatanduvanaRede a todos os que lutam...
E a todos os que defendem
o 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco.
.:. Guilherme Gandini, de
Catanduva (SP), é jornalista formado pela Unesp/Bauru. MTB:
50.250 |