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NOVOS OLHARES PARA CATANDUVA

Guilherme Gandini • CatnaRede • 28/09/2007

Artigo publicado originalmente no site Passando a Limpo

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Entardecer de sábado em Catanduva. O forte calor expulsa os moradores de suas próprias casas. Na área central, sorveterias e bares aproveitam a oportunidade. “Quem não vender agora, pode fechar as portas”, dizem alguns. E com razão. A população, literalmente, saiu às ruas para fugir do calor, e para se divertir.

A ocasião, por ironia, cria cenas bastantes bonitas. Assim como eu, quem passou pela Praça da República, já no início da noite, viu casais nos bancos e crianças brincando, correndo em um sobe e desce frenético por toda a praça. Em um dos points da cidade, os jovens começavam a se aglomerar em fila, na entrada.

A noite prometia...

Sinto que a cidade vive. Isso faz lembrar quando você abre a janela do quarto, em um prédio alto, em uma noite qualquer, olha a cidade, vê carros passando de um lado ao outro (uns muito mais rápidos do que deveriam) e até parece conseguir ouvir as pessoas tagarelando.

E assim você vê que a cidade tem vida.

Nos bairros essa sensação pode até ser maior. Um evento qualquer que reúna a comunidade faz surgirem vizinhos de não se sabe de onde e nem como. Você já percebeu isso? Depois de morar anos em um mesmo local, basta surgir um grande evento no bairro para você descobrir que ali existem mais pessoas do que você imaginava.

É essa a magia da vida. Em situações rotineiras, cotidianas, você descobre que há mais detalhes a se olhar. Ao andar por Catanduva, basta olhar ao redor para ver que há muitas belezas que as pessoas não comentam. Enquanto isso, tantas discussões que não levam a nada. “As coisas mais belas estão sempre escondidas”, dizem.

É só saber onde procurar.

 

 

.:. Guilherme Gandini, de Catanduva (SP), é jornalista formado pela Unesp/Bauru. MTB: 50.250.