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E mais uma Fecic se foi.
Agora, o que mais se vê são discussões. Um ano, dizem
que faltou público; no outro; que faltaram
comerciantes e empresários. Alguns apontam, ainda, que
é o nome da feira que teria que mudar (?!?),
adaptando-se à realidade dos fatos...
Ano a ano, as comissões
mudam e procuram desvendar qual o verdadeiro problema
deste evento – a feira insiste em gerar grandes
prejuízos financeiros. A situação é agravada em função
do dinheiro público investido pela Prefeitura de
Catanduva para viabilizar a festa e para custeá-la,
caso esta não tenha equilíbrio financeiro.
Diferente de seguir nesse
jogo ao estilo “onde está o Wally?”, é preciso
austeridade e planejamento. Não se organiza uma festa
deste porte em poucos meses. E mais: nenhuma feira tem
auto-suficiência ou vive da bilheteria: todas existem
graças aos patrocinadores.
Falando-se em fatos
concretos: nos dois últimos anos, a feira ‘ganhou
corpo’ e valorizou suas origens, o comércio e a
indústria. Apesar disso, a lista de shows não agradou.
Em 2007, a feira retrocedeu, teve a estrutura
encolhida e barateada (algo visível) e foi direcionada
aos shows, sem dar destaque aos aspectos empresariais.
Nesse caminho, os
potenciais patrocinadores da festa estão se afastando
cada vez mais. Mesmo no “vermelho”, a festa movimenta
a economia local, dizem alguns. Será que, após 2007,
esse argumento ainda valerá? Felizes os donos de bares
e lanchonetes que, mesmo bem longe da feira, tiveram
ótimo movimento no feriadão. |