|
A
discussão não foi tão longa. Em pouco mais de uma
hora, professores da Rede Municipal de Ensino tomaram
ciência e aprovaram, por maioria de votos, a nova
proposta da Prefeitura para o projeto do Fundeb,
elaborada em conjunto com representantes dos próprios
educadores. Pacífica, a reunião também foi marcada por
buxixos, vaias e reclamações.
Antes
da assembléia da quarta-feira, dia 12, o projeto que
regulamenta a gratificação dos professores (PL 30/07)
colocou na mesma mesa de reuniões a secretária de
Educação, Tânia Ribeiro Botós, o assessor de
Comunicação, Carlos José Dezuani Júnior, e os
representantes do Simcat, Edmílson Trida Júnior, e da
Associação dos Professores, Adriana Michéias.
Entre
os pontos mais “polêmicos” do projeto de lei discutido
pelos docentes estão os valores de gratificação
(queriam o maior valor possível, claro), a
gratificação integral ao Ensino Infantil e Médio (que
seria fracionado), e a avaliação de desempenho dos
alunos (que eles não queriam) como norteador da
revisão anual dos valores das gratificações.
No
encontro dos docentes, um grupo de professores das
escolas estaduais municipalizadas pedia novas
discussões para posterior votação. “Estamos votando o
projeto como um todo, e não pensando só na
gratificação”, pregavam. Mas tratava-se de uma corrida
contra o relógio: a gratificação só sairá nos salários
de setembro se aprovada na Câmara a tempo.
Boa ou
não, a proposta foi aprovada e seguirá para votação na
Câmara. A experiência serviu para aproximar toda a
classe e para apontar que os assuntos mais quentes, a
partir de agora, serão rodeados por estrategistas
políticos, seja para o lado que for, pensando-se em
2008 – se é que, em algum momento, em algum lugar, a
política inexista.
***
Registro – Docentes e
Executivo acertaram a revisão da gratificação em cerca
de 12,5% para 2008, com base no IPCA de 2005 a 2007; a
avaliação dos alunos foi mantida, mas será feita por
cada unidade escolar, com uma meta para a escola, com
diferenciação para algumas turmas. |