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UM OÁSIS para os CAMELÔS

Guilherme Gandini • CatnaRede • 13/09/2007

Artigo publicado originalmente no site Passando a Limpo

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Em Catanduva é aceitável ler logo pela manhã, no jornal, que a extinção de umas míseras três vagas de estacionamento em um local qualquer do Centro atrapalhou as vendas do comércio. Aqui também existe quem defenda, até mesmo em um veículo informativo, a permanência de “camelôs” nas praças da cidade. Aqui, contraria-se a lógica das coisas.

E o pior: acredita-se que o povo “engole” essas idéias. Em plena praça central, comerciantes tinham água e esgoto, sem pagar nada, e isso seria certo? O problema nem são os próprios comerciantes ex-ambulantes, que, excluindo-se aproveitadores que sempre existem, são meras vítimas da realidade social de um país que não oferece vagas de trabalho formais.

O problema, na verdade, é o uso irregular do espaço público e, ao defender-se isso, a aceitação de que o comércio informal antes nômade pode afixar-se em área central bem localizada. Evito acreditar que o suor diário despendido dentro daquelas barracas é o que cada um daqueles trabalhadores imaginou para si. Se vendiam bem, é mero acaso.

A chance de terem um espaço mais “formal”, melhor estruturado e com maior dignidade merece ser valorizado. Com a recente desocupação das praças, o Shopping Popular começa a “ganhar vida” e a atrair a comunidade. A concretização do processo de mudança também cala os contrários. E torna possível se acreditar em igualdade e desenvolvimento.

***

Popular – O caráter popular do assunto faz lembrar a desocupação das favelas do Parque Iracema, no governo petista. Na época, a mudança para o Eldorado aconteceu sem a estrutura prometida. No caso atual, quem viu todo o processo e o novo Shopping sente orgulho da cidade em que vive.

 

 

.:. Guilherme Gandini, de Catanduva (SP), é jornalista formado pela Unesp/Bauru. MTB: 50.250.