|
Em
Catanduva é aceitável ler logo pela manhã, no jornal,
que a extinção de umas míseras três vagas de
estacionamento em um local qualquer do Centro
atrapalhou as vendas do comércio. Aqui também existe
quem defenda, até mesmo em um veículo informativo, a
permanência de “camelôs” nas praças da cidade. Aqui,
contraria-se a lógica das coisas.
E o
pior: acredita-se que o povo “engole” essas idéias. Em
plena praça central, comerciantes tinham água e
esgoto, sem pagar nada, e isso seria certo? O problema
nem são os próprios comerciantes ex-ambulantes, que,
excluindo-se aproveitadores que sempre existem, são
meras vítimas da realidade social de um país que não
oferece vagas de trabalho formais.
O
problema, na verdade, é o uso irregular do espaço
público e, ao defender-se isso, a aceitação de que o
comércio informal antes nômade pode afixar-se em área
central bem localizada. Evito acreditar que o suor
diário despendido dentro daquelas barracas é o que
cada um daqueles trabalhadores imaginou para si. Se
vendiam bem, é mero acaso.
A
chance de terem um espaço mais “formal”, melhor
estruturado e com maior dignidade merece ser
valorizado. Com a recente desocupação das praças, o
Shopping Popular começa a “ganhar vida” e a atrair a
comunidade. A concretização do processo de mudança
também cala os contrários. E torna possível se
acreditar em igualdade e desenvolvimento.
***
Popular –
O caráter popular do assunto faz lembrar a desocupação
das favelas do Parque Iracema, no governo petista. Na
época, a mudança para o Eldorado aconteceu sem a
estrutura prometida. No caso atual, quem viu todo o
processo e o novo Shopping sente orgulho da cidade em
que vive. |