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Longe
dos microfones ou das platéias de assalariados e
miseráveis, o presidente Lula despe-se da veste de
político ponderado e educado, mostrando sua
verdadeira personalidade, menosprezando assessores e
maltratando simples serviçais a seu serviço.
Isso
é o que revela o livro Viagens
com o Presidente, dos jornalistas Leonencio Nossa,
do "Estado", e Eduardo Scolese, da "Folha de S.
Paulo", que foi lançado pela Editora Record.
O
livro relata fatos presenciados pelos jornalistas
durante as viagens que o presidente fez, entre janeiro
de 2.002 e abril passado. Segundo a matéria de
Gabriel Manzano Filho, publicada em "O Estado de
S.Paulo" de 31 de agosto de 2006, o livro aborda
o que acontece longe dos bastidores políticos, nas
conversas mantidas pelo presidente com seus assessores
e serviçais, onde até diplomatas são tratados de
forma deseducada e tirânica por Lula.
Segundo
os jornalistas, chamar simples segurança de “bundão”
e auxiliares de “incompetente”, em tom ríspido e
completamente avesso à sua posição de mandatário,
parece ser um divertimento para Lula, que não
economiza palavrões no trato com seus subordinados,
completamente diferente do homem que diz em seus
pronunciamentos se orgulhar da educação recebida de
sua mãe.
A
matéria relata que tudo isso acontece nas conversas
no avião ou nos jantares, “depois do terceiro uísque”,
o que serve como um tipo de perdão ao jornalista
americano “ousado” que insinuou ser nosso
presidente um grande beberrão.
Nas
conversas longe dos “flashes” e microfones, o
presidente Lula mostra ser um homem comum demais para
ocupar um cargo desse naipe, pois age sem um mínimo
de compostura moral e usando um palavreado onde pode
ser notado nitidamente sua aversão pela educação.
Parece
pensar que o posto que ocupa blinda-o do compromisso
ético de mostrar educação e formação moral quando
está diante dos que ele julga estarem abaixo de
merecerem respeito. Desde os primeiros momentos de seu
governo Lula deu mostras de que o resto do mandato
seria de desrespeito para com seus subordinados.
A
faixa presidencial não conseguiu esconder o
bagunceiro das portas das fábricas, o vendedor de
ilusão para os operários, o déspota recalcado que
diante dos escândalos acontecidos à porta de seu
gabinete ainda tem coragem de afirmar que de nada
sabia.
Esse
é o homem que dançou de dedos indicadores apontados
para cima, no apartamento do Hotel Glória, no Rio,
onde estava hospedado, cantando o refrão que acabara
de ouvir do povo revoltado diante do hotel: “Ei,
Jose Dirceu/Devolve o dinheiro aí/O dinheiro não é
seu”.
Tudo
isso está no livro. É mole?
Recebendo
aposentadoria especial, concedida em 96 e retroativa a
1.988, quando tinha apenas 42 anos, ainda goza isenção
do Imposto de Renda. O importante é que o presidente
aposentou-se com apenas 22 anos de contribuição,
enquanto o cidadão comum precisa contribuir 35 anos.
Parece que a vida de Lula não foi nada amarga como
ele gosta de dizer, e sofrer desse jeito acho que
todos os brasileiros gostariam de sofrer.
.:. Benedito Aparecido Pereira da Silva, 62, é
jornalista em Catanduva (SP). MTB 34.236. |