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Era
inverno e naquela manhã cinza trombara com o homem que mudaria as suas
estações.
Já o
conhecia de lugares diversos, de amigos comuns, mas nunca parou nos seus
olhos como naquele dia, nunca espiara sua alma e se deixou espiar como
naquela intrínseca manhã.
.....
....E
durante dias incontáveis no calendário comum, sentiu, amou, se entregou
como nunca antes tivera feito. Foi tão feliz e fez tão feliz que bater o
carro naquela outra manhã cinza de inverno e deixar essa vida não se
tornou tão desesperador assim. |